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EASA realiza voos testes com B737 MAX

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A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, em inglês) realizou recentemente o voo de teste do B737 MAX, no caso bem-sucedido, ladrilhando assim o caminho para a aprovação em conjunto do modelo de treinamento mais atualizado lançado pela Boeing agora em setembro. A joint venture da aprovação das agências conta com a participação da Europa, dos Estados Unidos, Canadá e Brasil (representado pela Agência Nacional de Aviação Civil – Anac).

O voo de teste 1E001 aconteceu em Vancouver, no Canadá, a bordo do B737-7 MAX. “Como próximo passo na avaliação da aeronave para retorno ao serviço, a EASA está agora analisando os dados e outras informações coletadas durante os voos em preparação para o Joint Operations Evaluation Board (JOEB)”, disse a agência europeia. A JOEB tem intuito de começar no dia 14 de setembro, no aeroporto de Londres/Gatwick, e durar dez dias.

O Conselho formado pelos países supracitados avaliará o treinamento proposto para pilotos do MAX e alimentará um relatório liderado pela FAA Flight Standardization Board (FSB), que estabelecerá o tempo mínimo de treinamento.

A EASA não divulgou detalhes dos voos. Os dados de rastreamento do Flightradar24 mostram que voo 1E001 durou 2 horas e 27 minutos, de/para o Aeroporto Internacional de Vancouver, realizado na última quinta-feira (10). O voo incluiu uma série de curvas fechadas e várias mudanças de altitude que seriam condizentes com o teste do software do computador de controle de voo (FCC) atualizado do MAX.

Entre as principais etapas que faltam para os reguladores aprovarem o MAX, além do JOEB e FSB, está a finalização de uma diretiva de aeronavegabilidade (AD) detalhando as etapas necessárias para os operadores

A Boeing modificou o software, com base em parte nas lições aprendidas dos dois acidentes fatais que levaram à paralisação do modelo desde março de 2019. E a FAA tem sido a principal agência reguladora a trabalhar com a Boeing nas mudanças necessárias para o MAX. Vários outros reguladores, incluindo EASA e Transport Canada, disseram, no entanto, que conduzirão suas próprias análises. Os voos de teste da EASA e uma série concluída no mês passado pelo regulador canadense fazem parte desse processo.

“A EASA tem trabalhado continuamente, em estreita cooperação com a FAA e a Boeing, para retornar o MAX ao serviço o mais rápido possível, mas apenas quando estivermos convencidos de que é seguro”, disse o regulador europeu.

Entre as principais etapas que faltam para os reguladores aprovarem o MAX, além do JOEB e FSB, está a finalização de uma diretiva de aeronavegabilidade (AD) detalhando as etapas necessárias para os operadores. A FAA publicou um rascunho em agosto delineando as principais etapas, que incluem a instalação do software FCC atualizado da Boeing, a modificação de feixes de fiação e a colocação de todos os pilotos do MAX em treinamento revisado.

Fonte: ATW