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Mais lucro: Operadora CVC monta diretoria com perfil financeiro

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Mozart Luna- correspondente

A nova CVC começa a “mostra sua cara”, com um perfil do mercado financeiro, nomeando três novos diretores todos, com origem na área de bancos e cartões de crédito. Paralelamente a operadora perde executivos com perfil do segmento do turismo, o diretor das unidades B2B, Emerson Belan, que foi mais um a “pedir” demissão ontem.

 

Belan, segundo informações, só deverá deixar o caro em novembro, mas nada impede de a CVC mandá-lo pra casa antes desse prazo. A operadora vem realizando uma reengenharia de toda sua estrutura, aproveitando o momento da pandemia, que paralisou as atividades, exigindo uma nova forma de aborda o mercado de turismo de mais maneira mais incisiva, buscando lucros maiores através do contato direto com os clientes, entrando em atividades de parceiros, como hospedagem, transfer e até nos passeios locais nos destinos turísticos. A busca é de o lucro 100.

 

A empresa se encontra altamente capitalizada, graças a MP do Governo Federal, que permitiu a devolução do dinheiro, fruto da venda dos pacotes turístico no período da pandemia, em 12 suaves prestações aos clientes. Isto possibilitou uma injeção de capital de giro enorme e não revelado para CVC, o que lhe dá condições de passar um ano parada, sem ter atividades no mercado de turismo.

Prejuízo

A empresa que vinha protelando a divulgação da auditoria ordinária para seus acionistas, teve que informar um prejuízo de R$ 300 milhões, e mesmo assim conseguiu aporte financeiro de capital na bolsa de valores. Para os analistas econômico a pandemia teve um papel importantíssimo para CVC, tanto para sua capitalização, graças a MP de devolução dos valores de pacotes vendidos, como para suspensão de pagamento compromisso financeiro.

 

A maior operadora da América Latina, se prepara agora para um novo cenário do mercado do turismo, com executivos com perfil do mercado financeiro. O objetivo é aumentar o lucro líquido e não o faturamento, já que domina o mercado latino e vendas não é problema para essa gigante. O uso das ferramentas tecnológicas é um passo estratégico. Isto fará com que não dependa mais de antigos parceiros e busque contato direto com o cliente.

O mercado doméstico de turismo é o primeiro passo dessa nova CVC, mas depois que implantar esse modelo de operacionalização, a empresa parte para o outro lado do Atlântico, e o alvo será Portugal, um dos destinos internacionais mais procurados no mundo. Portugal deve sair fragilizado da pandemia com a perda do fluxo de turistas da Inglaterra e outros países da Europa, que já criaram restrições para quem viaja para lá.

Esse momento de fragilidade em Portugal possibilitará a CVC vencer os obstáculos criados, pela política protecionista do governo socialista português, ao mercado doméstico em favor das operadoras lusas.

Diante dessa “Nova CVC”, arrojada, agressiva e com fome de mais lucros, resta aos “antigos” parceiros encontrar uma forma de sobreviver. Uma das alternativas buscando são as ferramentas tecnológicas de vendas e a outra é fazer parcerias com operadoras no Brasil e até mesmo em Portugal. “Nunca dependa apenas de um fornecedor em seus negócios”, já dizia seu Matias, dono um armazém de farinha de mandioca, em Arapiraca. Crie um mix de clientes, diversifique sua forma da captação de recursos.