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TAP aguarda ajuda de um mil milhões de euros do governo

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Mozart Luna

A companhia aérea TAP, que até antes da pandemia era a principal empresa que realizava o transporte de passageiros das Américas para Europa, através do aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, principal hub na península Ibérica, está dependendo da liberação de um mil milhões de euros, a título de ajuda financeira do Governo Português, para voltar a voar.

 

O ministro das infraestruturas Pedro Nuno Santos, disse em sessão da Assembleia Nacional da última terça-feira (19), que o Governo Português vai aportar recursos no tempo devido e que para isso será preciso mudanças na empresa, que inclui redução de pessoa entre 15 e 20%, o que significa demissão de 1.500 trabalhadores, e também da frota.

 

Já o primeiro ministro de Portugal, António Costa, o momento não é de tomar decisões estratégicas e foi cauteloso ao comentar as delações de Pedro Nuno, que chegou a ventilar a possibilidade de decretar a insolvência da empresa.

 

O ministro Pedro Nuno é intransigente no tocante ao controlo do investimento do Estado na TAP, o que pode significar a interferência direta do Governo dentro da gestão da empresa.  As exigências seriam do Comitê Financeira da Comunidade Europeia, em Bruxelas, que mesmo com a injeção de capital na empresa, discorda da nacionalização da TAP.

Enquanto durar o tempo, para se encontrar uma solução para a TAP, a empresa planeja voltar às atividades. Contudo descarta a possibilidade voltar em junho, a operar no total de sua capacidade, principalmente internacional, mesmo que os voos regulares, entre os países, voltem ao normal no dia 16 junho, data prevista para liberação dos aeroportos europeus.

 

Um desses voos regulares seria para Alagoas, que estava com voo inaugural agendado para o dia 12 de junho, mas foi adiado para uma outra data ainda não definida. A TAP continua em sistema de lay-off, onde os trabalhadores foram dispensados e outros trabalhando em casa.

 

90% da frota está em solo e empresa já cancelou as encomendas de novos aviões, que havia realizado a Boeing. Vale lembrar que a TAP tem cerca de 8 aviões Embraer “emprestados”, pela companhia brasileira Azul, que pertence ao brasileiro/norte-americano David Neelman, que é também um forte acionista da TAP.