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Europa se organiza para volta do turismo em maio ou junho liberação das fronteiras

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A Comunidade Europeia discutiu ontem as normas para abertura das fronteiras para viabilizar a atividade turística, principalmente porque a partir de maio e junho iniciam o período de férias no Velho Continente.

 

“Não há nenhuma data para a abertura de fronteiras. O que ficou definido é que a Comissão Europeia irá trabalhar com os diferentes Estados para poder avaliar uma estratégia comum de abertura de fronteiras, quer externas, quer internas, tendo em vista o período de férias que se avizinha e o turismo. Portugal insistiu bastante na importância de salvaguardar um setor vital para a economia de toda a Europa que é o setor do turismo”, disse o Primeiro-ministro, António Costa, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião.

 

Os representantes dos Estados-membros que participaram da videoconferência chegaram a um acordo também sobre a necessidade de haver uma estratégia de preparação de uma segunda vaga da pandemia que inevitavelmente poderá existir enquanto não for descoberta e estiver acessível em larga escala uma vacina.

 

A videoconferência europeia discutiu também como o Continente vai se recuperar financeiramente, no período pós covid-19. O Conselho Europeu aprovou os três instrumentos lançados pelo Eurogrupo tendo em vista a criação de três linhas de crédito: uma para financiar as empresas através do Banco Europeu de Investimentos.

 

O grupo também decidiu por uma segunda linha para apoiar o Estado no conjunto de medidas que têm sido adotadas para a manutenção de postos de trabalho e a proteção de rendimentos, designadamente as medidas de lay off, e uma terceira linha tendo em vista assegurar capacidade de todos os Estados “de terem recursos financeiros para responder aquilo que são as despesas necessárias, resultantes do combate direto ou indireto à prevenção no âmbito da pandemia Covid-19”.

O grupo volta a se reunir no dia 6 de maio quando será apresentada uma proposta definitiva. O Primeiro-ministro sublinhou que houve unanimidade dos Estados-membro na criação deste fundo. A grande questão, contudo, referiu Costa, “está em saber como é que esse Fundo de Recuperação vai financiar cada um dos Estados membros”, finalizou