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Óvins na floresta amazônica no Pará

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Considerada uma das capitais do turismo ufológico no Brasil, Colares, no nordeste paraense, se apresenta como um destino de viagem interessante que se resume a um universo de mistérios que faz parte do imaginário local e de uma aventura contagiante por lugares com uma beleza natural exuberante. Não é a toa que sempre que posso indico esta cidade como destino para os amigos e sempre que posso, aproveito uma folga nesta ilha.

É provável que você já ouviu falar no “chupa-chupa” – um “fenômeno” registrado na década de 1970 em algumas cidades do Maranhão e do Pará. Nele corpos luminosos sobrevoavam os céus durante a noite e tais objetos atacavam as pessoas, incidindo sobre elas uma luz que sugava o sangue (daí o nome “chupa-chupa”). A história recente de Colares está diretamente ligada ao ‘chupa-chupa’ e foi ali que, em 1977, a Aeronáutica realizou a maior intervenção militar no Brasil para investigar e observar o aparecimento de objetos voadores não identificados (óvnis) – a operação Prato, como foi batizada. Neste mês de novembro a operação Prato completa 41 anos. O relatório desta intervenção está disponível no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, e é objeto de estudo para ufólogos do mundo inteiro.

Atualmente bonecos de seres extraterrestres (ET) estão espalhados por toda a cidade. Na orla da praia, nas praças, pousadas e até na biblioteca do escritor Agildo Monteiro, o principal espaço cultural de Colares. Visitar a cidade, seja nas férias ou entre época do ano, é mergulhar numa aventura marcada por um mistério sem explicação.

Colares é uma ilha banhada por praias – entre elas a do Machadinho, pouco frequentada, e onde os moradores dizem que a energia no lugar é diferente. Talvez pela frequência na qual os corpos luminosos foram vistos. Os igarapés de água geladinha e corrente é um atrativo a mais, na cidade ufológica.

O interior da ilha (ou da cidade) guarda diversos paraísos. Alguns deles que eu já tinha ouvido falar e queria conhecer, como é o caso do balneário da Rayane (também chamado de Mangueira ou mangueirinho). Trata-se de lago verde (ou piscina de água natural) que fica num ramal distante cerca de 5 Km do centro da cidade, num vilarejo chamado Fazendinha. A entrada não é gratuita, o ingresso custa R$ 3. Não é permitido entrar com bebidas e alimentos. No espaço funciona o restaurante que vende um peixe delicioso.

As águas claras e cristalinas do balneário rendem um mergulho refrescante. Há partes rasas e outras profundas – importante ter cuidado porque o fato de você enxergar nitidamente a areia no fundo dá a impressão de que é tudo raso. Portanto, mães e pais, observem os filhos que não sabem nadar.

 

Este paraíso rende fotos lindas e ressalto que os melhores cicks, sem dúvidas, é quando não há nuvem cobrindo o céu e o sol ilumina a piscina e o tom de verde das águas forma um espetáculo à parte.

 

Biblioteca de Agildo Monteiro

O escritor Agildo Monteiro Cavalcante mora em Colares e abre as portas de sua casa para receber leitores e amantes das artes. Uma visita a ele torna a viagem para Colares ainda mais gostosa. A placa “Livraria de Colares” confeccionada em madeira nobre é pequena e passa quase despercebida diante dos bonecos monumentais de extraterrestres na frente da casa.
A livraria do escritor é a única que existe na região e mais que um espaço para a leitura e lazer é uma espécie de museu particular que divide com a cidade. “Eu tenho aqui peças que fui reunindo ao longo de anos, aqui, na cidade. Uma delas é esta telha que pertenceu ao primeiro coreto de Colares. Foi trazida da França e que quase se perdeu com a derrubada do coreto”, aponta Agildo.

 

Entre as peças que possui em sua galeria – a qual batizou de “Memorial de Colares” – também encontra-se moedas dos séculos XIX e XX, recortes de jornais antigos, boias de embarcações antigas, quadros. “Um morador da cidade foi construir a casa e na escavação encontrou um cachimbo de caráter rústico, artesanal. Estou pesquisando para saber se pertenceu a tribos indígenas que habitaram a ilha há mais de 400 anos”, diz.

A conversa com escritor pode levar a tarde inteira e a pessoa perceber o tempo passar. Agildo já perdeu as contas de quantos livros tem no espaço – quantos estão disponíveis para venda e quantos disponíveis apenas para consulta. “Só da minha autoria são 17 livros”, enumera.

“Todo mundo tem a obrigação de conhecer a sua história e a história da região onde mora”, frisou o escritor. “Colares é uma ilha mística, encantada por mistérios e de muitas histórias”, acrescenta.

Hospedagem e alimentação

A hospedagem em Colares fora da alta temporada não é cara! Pousadas oferecem quartos com diárias a partir de R$ 45. As “melhorzinhas” cobram de R$ 60 a R$ 80 na diária e sempre, sempre, é possível negociar com os proprietários.
Em relação a alimentação, também é possível comer bem e pagar pouco. Particularmente, recomendo almoçar no restaurante “coisa fina”, que fica de frente para a entrada do cemitério. Comida deliciosa e com sabor caseiro. Pratos feitos (e bem feitos, diga-se de passagem) variam de R$ 12 a R$ 13.

À noite, as opções de comida são os lanches – a dica vai para a pizzaria “Demorou”, que fica ao lado do restaurante Coisa fina. A pizza é gostosa e tem preço acessível. Os hambúrgueres de lá são bem generosos também! Ah! A própria dona do estabelecimento é quem atende os clientes, de forma bem acolhedora.

Texto e imagens: Denilson D´Almeida, colunista Cortesia site paratrip.com.br