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Bares e restaurantes brasileiros são sucesso em Portugal

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Mozart Luna-repórter/Brasil 

Os sucesso dos bares brasileiros tem sido pauta da imprensa em Portugal  

A gastronomia brasileira vem conquistando com sucesso cada vez mais espaço em Portugal com o funcionamento de bares e restaurantes de brasileiros e também português e até suíços que se apaixonaram pelos sabores tropicais do Brasil e os trouxeram para a Europa. Em fevereiro passamos 15 dias em Portugal, pesquisando sobre esse crescimento de bares e restaurantes brasileiros em terras Lusas e constatamos que os sabores dos trópicos realmente, vêm ganhando espaço em Portugal, constituindo em um excelente negócio para investimento.

 

Em nossa reportagem pudemos lista dez bons bares e restaurantes verde e amarelo (cores da bandeira brasileira) em várias cidades de Portugal, com destaque para Lisboa e Porto, que são as mais frequentadas pelos turistas. Alguns desses restaurantes e bares são novidades em Portugal e tem chamado a atenção da mídia nacional, pelos sabores, descontração e a musica que contamina a todos com a alegria.

 

Sempre bem decorados com motivos que lembram a “Terra da Santa Cruz”, nome dado por Cabral ao Brasil quando da descoberta desse paraíso tropical. Num ambiente regado a uma boa caipirinha, cerveja brasileira e pratos que vão do tutu a mineira com torresmo e acarajé, a alegria é o carro chefe, onde se fala português, língua que unem as duas pátrias irmãs além da cultura, religião e historia.

 

Vamos começar nossa viagem pelo Porto onde vivem muitos brasileiros.  Lá encontramos o carioquíssimo “Salve Simpatia”, um genuíno botequim do Rio de Janeiro que foi inaugurado no Porto ano passado em junho.  No Salve Simpatia encontramos os tradicionais bolinhos de feijoada, os de costela, de mandioca com recheio de camarão. Também estão presentes os pastéis de queijo que são petiscos que acompanham uma cerveja bem gelada, ou para abrir caminho para os pratos principais. Contudo é a picanha que seduz os frequentadores do Salve Simpatia, além da moqueca de peixe ou a carne de sol  com mandioca salteada, que chega à mesa ainda a crepitar.

Ainda no Porto encontramos o Capim Dourado, com a gastronomia mineira. Localizado na rua de Cedofeita, restaurante é hoje um dos mais procurados. Para picar (beliscar) não faltam «dadinhos» de tapioca com geleia picante de maracujá, torresmos «pururuca», que é como quem diz extra estaladiços, e ainda o pãozinho de queijo, servido com linguiça artesanal, feita ali mesmo.

No Capim Dourada a mandioca é a base para pratos com bobó, que pode ser vegano, ou de camarão, acompanhado de arroz de coco, ou a «vaca atolada», uma costela coberta com creme de mandioca e farofa de banana e bacon.

No Porto ainda encontramos também o Xico-Tico, localizado à Rua de São Francisco especialíssimo em pastéis de vento (nada dentro), esfirras, pães de queijo, coxinhas de frango, tapiocas, arancini – bolinhas feitas com arroz de risotto recheadas com carne seca – compõem a ementa.

Também no Porto encontramos o  Boteco Mexicano, umprojeto do chef Luís Américo que junta no Porto duas cozinhas que lhe são muito próximas que são a brasileira e a mexicana. No lado brasileiro da carta, saem as típicas coxinhas de frango, a farofa de ovo, o bobó de camarão e outras especialidades do país-irmão.

 

Saindo do Porto vamos na Matosinhos onde encontramos a Pastelaria Real uma lanchonete especialista em recheios com especialidade da comida nordestina brasileira. A Pastelaria Real já tem tempo de praça, aberta no final de 2015 pelas mãos de um casal brasileiro a viver em Portugal há 17 anos. Lá encontramos os petiscos típicos como o pastel de vento, coxinha de frango ou o pão de queijo, e ainda pratos mais substanciais. A partir da próxima semana começa também o serviço de buffet, ao almoço e ao jantar, com especialidades tradicionais do Nordeste do Brasil.

Em Lisboa nossa primeira experiência foi boteco Dona Beija, que somente este ano foi pauta de várias reportagens na imprensa portuguesa. Dona Beija fica no Marquês de Pombal e oferece uma variedade de petiscos que vão desde os cariocas passando pelos paulistas, até os nordestinos. Um desse mais pedidos são os casos dos dadinhos de tapioca com queijo de coalho e geleia de pimenta; ou das coxinhas de galinha deitadas numa cama de catupiry caseiro, um requeijão cremoso.

A salada com castanha de cajú também é um dos cartões de visita dos sabores brasileiros, assim como três pratos assentes na carne bovina. O primeiro, o escondidinho de carne seca, dessalgada e secada ao sol, que faz lembrar um empadão. Ou segundo as tiras de filé grelhadas com queijo gratinado. E o terceiro, claro está, a picanha, acompanhada com farofa de bacon, molho chimichurri e batata rústica. Nos doces, o clássico brigadeiro de panela é incontornável.

Ainda em Lisboa encontramos o recém-aberto Boteco da Dri, localizado em um dos locais mais badalados da cidade que é o Cais do Sodré. O Boteco da Dri homenageia o botequim carioca e por isso não faltam a mandioca frita, o pão de queijo e a picanha, mas também há outros pratos que refletem as influências de outras culturas na cozinha brasileira.

Um dos pedidos que saem mais é o sanduíche de pernil servida com queijo e abacaxi e do picadinho carioca que se junta à farofa e ao arroz. Para acompanhar está sempre a tradicional caipirinhas brasileira. As doses foram todas pensadas para partilhar, tal como acontece nos botecos do Rio de Janeiro. Vale destacar o repertório musical com Seu Jorge, Chico Buarque, Anitta, Zeca Pagodinho e muitos outros.

 

Outro brasileiríssimo restaurante em Lisboa é Comida de Santo, com destaque para comida baiana. O Comida de Santo é um dos mais antigos restaurantes brasileiros em Portugal, já que iniciou seu funcionamento em 1981. No cardápio encontramos pratos como casquinha de Siri, vatapá, feijoadas e picanha. Nas sobremesas, quindim, bananada e baba de moça. Isto sem esquecer as famosas caipirinhas.

 

Mas em Lisboa existem bares e restaurantes brasileiros de todos estilos verde e amarelo como o Bossa, com sua decoração em tons claros e a remeter para o ambiente dos trópicos. O Bossa exala a nostalgia da alma brasileira que reúne à mesa um leque de especialidades brasileiras, como por exemplo picanha fatiada com mandioca frita, farofa de banana e vinagrete de malaguetas e acarajé de camarão. Mas também se propõem pratos de outras latitudes sul-americanas, com carnes e vegetais na sua maioria biológicos. Às quintas-feiras há música ao vivo, o mesmo é dizer Bossa Nova.

Para encerrar nossa viagem aos bares e restaurantes brasileiros em terras Lusas está o Aromas e Temperos que como responsável pela assinatura dos pratos, a chef de cozinha Juliana Magalhães Adjafre. Ela abriu o Aromas e Temperos no final do curso de mestrado em Ciências Gastronómicas, quando veio fazer em Portugal.

 

Apaixonou-se por Portugal e ficou desenvolvendo as junções dos aromas do Brasil aos temperos lusos. Atualmente servem bolinhos de bacalhau e cubinhos de tapioca e queijo da ilha de São Jorge, só para referir alguns exemplos. O espaço é pequeno e especial par apenas 20 lugares tem a vantagem de se tornar intimista.