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Viagem à Terra Santa de Israel

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Israel, também chamada de Terra Santa é um dos países mais místicos e emblemáticos do mundo e disputado por vários povos. Lá fica a cidade de Jerusalém centro espiritual de diversas religiões que desenvolvem peregrinações durante todo o ano.

A cidade possui um clima diferente e toca espiritualmente a quem a vida, deixando registros na memoria para sempre. Ponto de confluência de milhões de fiéis todos os anos, a cidade é decorada de acordo com uma lei municipal da região, conhecida por «pedra de Jerusalém».

Uma espécie de cor calcária que predomina em todas as habitações, locais de culto, hotéis, museus e outras infraestruturas são obrigadas a utilizar este revestimento. Talvez seja por isto que Jerusalém tem uma cor própria, impossível de descrever.

 

Os locais de cultos religiosos tem como principais frequentadores o integrantes das três principais religiões monoteístas do mundo que são o islamismo, judaísmo e cristianismo. São 3 mil anos de histórica diretamente ligada a toda civilização ocidental, sempre envolvendo conflitos que misturam fé, fanatismo e poder.

Jerusalém é uma a cidade moderna com atrações culturais, artistas e gastronómicas. No interior das muralhas da Cidade Velha encontra-se um pouco de tudo – mas já lá iremos.

Segurança

Não se espante quando no aeroporto embarcar e os funcionários fizerem perguntas como , «a que horas foi feita a mala de viagem», «com quem estava nessa altura», «se conhecemos alguém de Israel» ou «se iremos andar sozinhos pelo país».

O voo entre Lisboa e Internacional de Bem Gurion, que fica fora de Jerusalém. São 40 minutos entre o aeroporto e a cidade e 20 minutos para Telaviv.

 

Nossa primeira parada é uma vista panorâmica da cidade, do deserto à fronteira com o Egito. Segunda escala: nova vista panorâmica, para conhecer o Mount Scopus, onde fica o antigo cemitério e que se acredita que haverá a ressureição dos mortos quando o Messias chegar.

O próximo ponto de parada é no Monte das Oliveiras, a poucos metros, encontra-se a Capela da Ascensão, onde Jesus terá subido aos céus. O local está está sob domínio muçulmano e não é de fácil acesso para judeus.

O Jardim de Getsêmani, estão as oliveiras mais antigas da região, muitas geradas ainda das que existiam na época de Jesus. O local é um dos mais procurados pelos turistas com destaque para os oriundos dos Estados Unidos, Inglaterra, Coreia do Norte e Brasil.

Muralha

A Velha Cidade de Jerusalém fica dentro das muralhas da Cidade Velha com cerca de seis quilómetros quadrados.  A Porta de Jaffa é a entrada e faz a ligação com o centro da cidade. Nas muralhas existem mais oito portões.

Um portões conhecido como da Misericórdia, está fechado há vários anos. A justificação? Acredita-se que a chegada do Messias será feita por ali e só nessa altura se abrirá.

As crenças, as promessas, as juras, os pedidos e as esperanças de muitos israelitas são depositadas aqui, na Cidade Velha. O local tem uma energia própria, um sentido só seu e poucos sítios no mundo se poderão comparar.

Alguns lugares como o Muro das Lamentações, tal como acontece em muitas sinagogas de Jerusalém, exige ser sentido de perto. Não há fotografias nem frases que expliquem esta mística. A força e a fé de quem confia a sua vida a algo superior tem um poder transcendente difícil de explicar.

As pessoas tocam com as mãos no Muro e escrevem suas lamentações deixando-as nas frestas existentes. Todos rezam choram. Além disso, há o respeito cultural e religioso de um local que se vai adaptando às diferenças.

Há diferenças nos Bairros Arménio – o mais pequeno – está a Catedral de St. James, centro espiritual do bairro. No Cristão, um dos locais assinalados é a Igreja de Santo Sepulcro, o local exato onde Jesus terá sido crucificado, enterrado e ressuscitado.

A construção da Igreja do Santo Sepulcro ocorreu no século XII e tem no seu interior a Pedra da Unção, perante a qual os crentes se ajoelham e beijam em homenagem a Jesus, e ainda a Edícula, local onde se crê que Jesus foi sepultado depois da crucificação.

As filas para visitar o Santo Sepulcro são enormes filas. À entrada, como é habitual nos locais mais sagrados, procede-se à revista de todas as pessoas por elementos do exército.

Outro local bastante visitado é a Via Dolorosa que é também um dos locais mais especiais da Cidade Velha. Muitos decidem fazer o mesmo caminho que, acreditam, Jesus terá feito enquanto carregava a cruz.

O Muro das Lamentações é o único vestígio do antigo Templo de Herodes. Tem 488 metros de extensão e 19 metros de altura.

O bairro Judeu, um dos locais mais bonitos e com uma luz especial sobre a cidade de Jerusalém, está a Cúpula da Rocha. A arquitetura do espaço superam qualquer expectativa e é, novamente, um dos locais que mais atrai turistas.

O local está também protegido por fortes medidas de segurança policial e não são permitidas roupas (saias ou calções) demasiado curtas. O acesso à Esplanada das Mesquitas e ao Monte do Templo tem as mesmas regras, assim como a Mesquita de Al-Aqsa.

Comércio

O comércio de objetos sagrados, lenços, loiças ou símbolos alusivos a Jerusalém são os que agradam mais aos turistas. À frente dos negócios não existem mulheres. São os homens que apelam por clientes e discutem preços.

A Basílica do Santo Sepulcro é o local onde Jesus Cristo terá sido sepultado. Fica no Bairro Cristão da cidade.

Fora das muralhas há outra vida. As zonas hoteleiras, os restaurantes mais apreciados, os museus e as galerias de arte são propriedade da zona mais moderna de Jerusalém. Perto do Arthur Hotel, numa das zonas pedonais da cidade, existem vários restaurantes, lojas e bares. À noite, música ao vivo e diversão preenchem as ruas, enquanto o álcool começa a fazer efeito.

Telaviv

Até Telaviv a viagem é curta leva apenas quarenta e cinco minutos que se fazem em pouco tempo, assim o trânsito entre as duas principais cidades israelitas o permita.

Muitas obras construindo edifícios. A cidade continua a crescer, em altura e em área, o que contrasta com os antigos bairros construídos pelos alemães, agora pejados de restaurantes e cafés.

 

No mercado Sarona (onde, mais uma vez, se exige o controlo de segurança), o destaque vai para os locais de restauração – típicos do Japão, Itália ou locais. Ao que à doçaria diz respeito, anote este nome: Halva. O doce típico do Médio Oriente, pode ser misturado com outros sabores, como pistácios, café ou baunilha. Apresenta-se sempre com o mesmo formato: alto e redondo. Mas sempre irresistível.

De passagem para a Rothschild Boulevard, uma das principais avenidas de Telavive e a primeira rua construída na cidade, paragem no Expresso Bar Kiosk, um dos locais característicos da zona e, simultaneamente, um dos mais frequentados.

Tempo de passar pelo Museu da Independência de Israel, que mantém a sala onde David Ben-Gurion declarou a independência do país, a 14 de maio de 1948, intacta.

Telavive é também cidade de mercados.

O de Carmel, ao ar livre, caracteriza-se pela abundância de legumes, frutas e especiarias típicas. Há também roupas, principalmente alusivas a clubes e seleções de futebol – e, claro, surge o nome de Cristiano Ronaldo em muitas delas.

Perto está também o Nahalat Binyamin Market, uma feira de artesanato, que só tem lugar às terças e sextas-feiras. Por vezes, junta-se a este mercado a cantora israelita Miri Aloni. Neste dia brindou o público com a guitarra. A artista tornou-se conhecida no país, especialmente depois de ter interpretado «Shir LaShalom» (a Música da Paz), com o ex-primeiro-ministro de Israel e Nobel da Paz Yitzhak Rabin, momentos antes de este ser assassinado, em novembro de 1995.

Ao fim do dia, faz-se a visita ao Parque Charles Clore, com vista para o mar Mediterrâneo e para Jaffa, a antiga cidade portuária de Israel, agora transformada numa região turística.

A Feira de Antiguidades de Jaffa é uma das principais atrações da região.

Em Jaffa poderá encontrar vários restaurantes com vista para o mar, visitar algumas igrejas e desfrutar da naturalidade do espaço. Por aqui, fazem-se também algumas feiras de antiguidades e artigos em segunda mão, bastante apreciadas pelos israelitas.

À noite, regresso a Telavive, a cidade mais aberta e cosmopolita de Israel, «gay friendly» e moderna, com espaços para todos os gostos. Dos bares mais descontraídos, como o caso de Dede, às discotecas mais vibrantes, como a Kuli Alma.

Na saída de Isaream também você deverá responder algumas perguntas como \«Tem armas?»; «Encontrou-se com alguém?»; «O que leva na mala?». Vontade de regressar.

Israel

Documentos: passaporte (não é necessário visto, apenas passaporte com validade de seis meses e marcação de entrevista na embaixada em Portugal)
Moeda: Shekel (ILS) €1=4,2 ILS
Fuso horário: GMT + 2 horas
Idioma: Hebraico

Ir

EL AL Israel Airlines tem voos diretos de Lisboa para Telavive, desde 320 euros, ida e volta.

Quando ir

A melhor altura para visitar é entre março e outubro, quando as temperaturas são mais amenas. No verão a afluência de turistas é grande, em especial em Jerusalém e as temperaturas podem ir acima dos 30 graus.

Ficar

Jerusalém
Arthur Hotel
Perto do centro da cidade (e da Cidade Velha), tem um buffet de pequenoalmoço diversificado. À tarde, pode aproveitar a «happy hour» (das 17h às 20h), em que se pode comer alguns snacks e beber um copo de vinho gratuitamente.
Quarto duplo desde 150 euros a €180
atlas.co.il

Tel Aviv
Dan Panorama Hotel
A proximidade com o mar, a vista para Jaffa, a piscina e o spa são as grandes mais-valias. Ao pequeno-almoço servem-se pratos israelitas e mediterrânicos.
Quarto duplo desde 180 euros
danhotels.com

Comer

Vinho. Israel tem vários produtores nacionais e o negócio tem progredindo ao longo dos anos. Atenção: A taxa de serviço em Israel é bastante habitual. Normalmente, dá-se 10 a 15 por cento do valor final.

Jerusalém
Zuni Restaurant
Na parte mais moderna da cidade de Jerusalém não faltam boas ofertas gastronómicas. O Zuni é um dos restaurantes mais aclamados da cidade e a boa comida faz jus à sua fama. A beringela e o cordon bleu são boas hipóteses.
Preço médio: 40 euros

Tel Aviv
Yulia Restaurant
É junto ao mar que se pode encontrar o Yulia, restaurante onde se destacam entradas como hummus, focaccias ou couve-flor gratinada. Há vários pratos principais típicos da região – muitos à base de peixe com a ressalva de que são «do dia» – e, ainda, massas à moda italiana ou saladas.
Preço médio: 50 euros

Visitar

Monte Sião
Do lado exterior das muralhas da Cidade Velha está Dormition Abbey, local histórico para muitos crentes. Na igreja deste espaço, acredita-se que terá morrido a Virgem Maria.

Eventos

Em 2019, o Festival da Eurovisão vai realizar-se em Telavive. A 64.ª edição vai acontecer no Centro Internacional de Convenções. As semifinais estão agendadas para os dias 14 e 16 de Maio e a cerimónia da final do concurso para dia 18 do mesmo mês.

Mais informação

A semana de trabalho é de domingo a quinta-feira e o fim de semana é sexta-feira e sábado. Por volta do meio-dia de sexta-feira os judeus não conduzem, nem utilizam eletricidade. É comum ver nas portas um objeto de madeira ou metal, chama-se Mezuzah e serve para proteger as habitações e a cidade.