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Autarcas investem apenas 500 mil euros para tornar “municípios inteligentes”

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Cerca de 78% dos autarcas portugueses prevê investir apenas 500 mil euros em ferramentas para tornar o município inteligente. Os números foram revelados pela Associação Nacional de Municípios Portugueses e a Nova IMS aproveitaram a Portugal Smart Cities Summit para divulgar as conclusões do relatório sobre a Smart Cities Tour 2018.

Segundo Miguel de Castro Neto, ex-secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, o total representa “um baixo nível de investimento” no conceito de smart cities. “O motor de desenvolvimento de inteligência urbana são os municípios”, declarou ele à imprensa.

O coordenador da pós-graduação em “Smart Cities” da Nova IMS concluiu, declarou a 60 presidentes de câmara em Portugal que se verificou a aposta em soluções surge dos novos desafios municipais; o desejo de mudança e de disrupção nos modelos de governação e a necessidade de desenhar quadro de financiamento ao investimento municipal em inteligência urbana.

Sobre a possibilidade de uma estratégia de smart cities, projetos verticais de inteligência urbana ou qual a expectativa até ao final do mandato, 50% dos líderes destes executivos camarários, ele  adiantou que a criação de projetos verticais de inteligência urbana é um compromisso.

“Há um crescimento da relevância dos centros de operações e dos dados abertos mas ainda não estão no foco das atenções”, afirmou Miguel de Castro Neto, acrescentando que o futuro destes locais passa pela criação de um cluster de cidades inteligentes.

O ex-governante considera que a inteligência coletiva passiva se atesta pela proliferação de radiografias do cenário na cidade, através da medição do fluxos de pessoas pelas redes móveis, por exemplo, e dos centros de controlo de operações.

Para ele os dados são o petróleo do século XX. “São, mas os dados têm de ser refinados. A cadeia de valor da informação tem de acontecer”, completou Miguel de Castro Neto, que moderou a Mesa Redonda.

Guimarães

O representante da Câmara Municipal de Guimarães, concelho onde foi abordado o tema da sustentabilidade económica e financeira, adiantou que o município se candidatou ao Horizonte 2020, através de um consórcio de 41 parceiros. Ricardo Jorge Castro Ribeiro da Costa, responsável pelas pastas das Finanças, Património, Desenvolvimento Económico, Modernização da autarquia, defendeu que Guimarães quer “responder às necessidades das pessoas e consciencializar as pessoas para esta realidade”. “Queremos uma inovação constante e evitar a extinção eminente”, sublinhou.